A perspectiva evolucionária sugere que as seguintes proposições possam ser verdadeiras, ou possam servir de princípios de trabalho plausíves, até que compreendamos melhor o nosso cérebro. A estupidez é parcialmente genética e parcialmente adquirida. A porção genética da estupidez está programada em todos nós e consiste no “comportamento mamífero típico”, o que quer dizer: uma boa porção do sistema nervoso humana está numa espécie de “piloto automático”, tal como no sistema nervoso do chimpanzé, que se assemelha ao nosso, ou então para com o sistema nervoso mais distantemente relacionado, da vaca.
Os programas de territorialidade, hierarquia no bando e outros, representam estratégias evolucionárias estáveis e, portanto, funciona, de maneira mecânica, sem a interferência do pensamento racional.
A porção adquirida da estupidez é o resultado da enculturação, que é o processo pelo qual o sistema nervoso humano, flexível, polivalente, sofre um processo de lavagem cerebral para abandonar a sua flexibilidade, e convencido a imitar mímica (comportamentos estereotipados, crenças, valores, etc.). Da tribo a qual ele pertence.
A inteligência superior é a habilidade de receber, integrar e transmitir novos sinais rapidamente. Isto segue a definição de Wiener em “Cibernetics” onde para “viver de forma eficiente temos de viver com a informação adequada”, e também da “Teoria Matemática da Comunicação” de Shannon.
A estupidez é um bloqueio na habilidade de receber, integrar e transmitir novos sinais rapidamente.
Os primatas domesticados, como os selvagens, desejam principalmente que um “Macho Alfa” os liderem.
Depois de encontrarem um macho alfa para lidera-los, os primatas domesticados então buscam um bode expiatório a quem culpar pelos seus problemas. Eles agem desta maneira porque a resolução de problemas exige inteligência, e existe muito mais estupidez do que inteligência neste planeta.
A função principal do macho alfa num bando de primatas domesticados é a de encontrar, denunciar e liderar a perseguição de tais bodes expiatórios, sejam eles internos ou externos.
“Vamos entender um pouco essa organização de forma científica através da Biologia.”
Em Psicologia Experimental chama-se Alfa ao indivíduo dominante e Beta ao subordinado. O conceito de dominância implica uma relação assimétrica, entre dois indivíduos, que se manifesta em dois níveis de interação. O Alfa, para se impor, produz a maior parte das comunicações agonísticas e agressões que se manifesta entre os dois. Também quando se disputa uma fonte de recurso é o Alfa que invariavelmente a consegue obter. Uma vez estabelecidas as posições hierárquicas, a agressividade deixa de estar presente em quase todos os seus actos sociais. O estresse é mais freqüente nos indivíduos de menor nível social submetidos quase sempre, a uma contínua “luta” por uma valorização do seu posto na hierarquia. Pelo contrário nos dominantes, o nível de estresse crônico diminui como conseqüência da falta de agressões que sofrem por parte dos subordinados.
“Desta forma, podemos seguir o raciocínio de Stephen Kanitz que diz o seguinte:” A crise mundial que estamos presenciando é um fenômeno conhecido por zoólogos como o estouro da manada. Ela ocorre quando os machos alfa se assustam por alguma razão, seja um vulto de leão, um relâmpago ou um trovão. Sem analisar a situação por um segundo, fogem em pânico, na esperança de que comido será o bezerro retardatário.
“Porém, levando em consideração que os meios de informação estão voltados para o beta macho, vamos ler um trecho da revista Isto-É que aborda os novos comportamentos de um homem que não é o tal alfa.”
A noiva sempre foi a estrela dos casamentos. O grande dia começava logo cedo, muito antes da entra triunfal na igreja, como uma série de rituais de beleza, batizado de "dia da noiva" para deixá-la linda e deslumbrante no altar. Enquanto isso, os noivos curtiam os último momentos de solteirão com os amigos e, em menos de uma hora, aprontavam-se para o evento. Isso é coisa do passado. Seguindo os passos das futuras esposas, os rapazes agora também têm o seu dia de príncipe com direito a paparicos e tratamento estético de luxo. Horas antes da troca de aliança, eles se entregam às sessões de massagem, máscaras, manicure e banhos relaxantes. Assim como as noivas, eles agora podem desfrutar também do "dia do noivo".
“Receptor você é a pessoal mais importante neste momento, vamos esquecer essa ingente bicharada cuja qual eu não gostaria de fazer parte. Vamos assistir a um filme que para qualquer pessoa mesmo que não seja uma cinéfila irá entender o grande efeito da vida moderna sobre nós homens. Veja o filme -Apenas Sexo- onde duas mulheres de linhagens superiores residentes em Los Angeles, resolvem manter dois jovens em uma barraca no quintal apenas para curtir a vida. Desta forma, as lindas mulheres dominam o alfabeto grego.”
Fontes:
Robert Anton Wilson
A Dinâmica da Estupidez
http://mortesubita.org
Revista Veja, editora Abril, edição 2085, ano 41, n° 44, 5 de novembro de 2008.
Colunista: Stephen Kanitz
Revista Isto É, edição 2031, 8 de outubro de 2008.
Matéria de Carina Rabelo
Filme: Apenas Sexo
Diretor: Joel Viertel
Classificação: Romântico
Sílvio Pereira
Adestrador Especialista em Comportamento Canino
Formado em Etologia Canina Avançada pela “Associación para el Estúdio del Perro e su Entorno” (Espanha)
Responsável pela Área de Etologia do “Centro Canino de Vale de Lobos”
Criador da Raça Dobermann com o afixo “Ventos Uivantes” – Selecção de cães para Beleza e Trabalho Moderador do Fórum da raça “Dobermann” do Portal dos Animais: “Arca de Noé”
http://www.dobermann-pt.com/ccvl